ABC dos astros do cinema

Hollywood criou o Star System (sistema de estrelas) ainda no tempo do cinema mudo. Atores e atrizes assinavam contratos com um determinado estúdio (Metro, Fox, Warner, United Artists, Universal, Columbia, RKO Pictures, Paramount) e só para ele atuava. Os estúdios pagavam bons salários, cuidavam da imagem através de fatos, notas sobre filmes, a comida predileta, um romance, uma viagem e outras mundanices. Aos poucos ia-se construindo a imagem com o brilho e a auréola que, tanto ontem como hoje, embasbacam a massa humana. Às vezes, um ator ou atriz de um estúdio, excepcionalmente, fazia uma produção em outro estúdio. Havia um acordo entre os chefes, gordas quantias financeiras e farto material para a imprensa. Hoje muitos artistas assinam contratos, mas têm uma autonomia impensável outrora. Eles e elas sabem dos seus poderes e fascínio de astros e estrelas e aproveitam enquanto tudo está cintilante.

Elinaldo Barros

ALAIN DELON – O mais charmoso ator do cinema francês conquistou o mundo com sua beleza morena. Um close-up de seu rosto fazia as moças suspirarem. O ator colecionou diversos sucessos tendo como início o filme, clássico, de Rene Clemant, “O Sol Por Testemunha”, baseado no livro de Patrícia Highsmith e foi refilmado por Antonionni, “Eclipse”; com Visconti, “O Leopardo”. Atuou em dois filmes de gangster à francesa, “Os Sicilianos” e “Borsalino”, este contracenando ao lado de outro ídolo da França, Jean Paul Belmondo. Com outro ator bastante popular, Lino Ventura, fez o romântico, “Os Aventureiros”, sobre dois amigos apaixonados pela mesma mulher, Joanna Schinkus. Em sua fase hollywoodiana, muito breve, participou de “Aeroporto, Concorde” e do faroeste “Sol Vermelho”, tendo as presenças de Toshino Mifume e Charles Bronson. Não foi apenas um ator bonito, mas um bom ator.

BURT LANCASTER – Durante certa fase de sua carreira encenando filmes de aventura – “O Gavião e a Flecha”, “O Pirata Sangrento”, ambos dos anos 1950. Porte atlético trabalhou em circo e soube tirar proveito. O seu grande momento de ator acrobata é “Trapézio”, em 1956, ao lado Tony Curtis e da Gina Lollobrigida. Em 1960 ganhou o Oscar de melhor ator Poe “Entre Deus e o Pecado”, na pele de um pastor vigarista. Dois anos depois foi indicado ao Oscar por “O Homem de Alcatraz”, no papel de um presidiário e outra indicação em 1981, “Atlantic City” filme de Louis Malle. Tomou parte de faroestes memoráveis, irrepreensíveis: “Apache”; “Vera Cruz”, com Gany Cooper; “Sem Lei e Sem Alma”, ao lado de Kirk Douglas e com as presenças de atores do porte de Jack Palance, Woody Stroody, Robert Ryan, além da belíssima Claudia Cardinalle, “Os Profissionais”, de Richard Brooks. Em “A Um Passo Para a Eternidade” é o sargento da base de Pearl Harbour, do comandante, num explosivo romance proibido cuja cena à beira mar com Débora Kerr deu o que falar. Burt Lancaster teve sua personagem no cinema europeu e atou com o mestre Luchino Visconti em duas produções: “O Leopardo” e “Violência e Paixão”. Com Bernardo Bertollucci atuou no épico “1900”. Aos 82 anos, em 1995, faleceu.

CLINT EASTWOOD – Nestes últimos anos é o ator-diretor em fase muito inspirada. Atuando e dirigindo ao mesmo tempo ou as vezes só dirigindo. Atingiu as dimensões de um gigante, o colosso de Hollywood, com uma narrativa precisa, enxuta, ágil e envolvente. Seu aprendizado veio com os chamados westerns spaghetti, oriundos da Itália. Encontrou um mestre até então desconhecido com o qual fez três filmes: “Por um Punhado de Dólares”, “Por uns Dólares a Mais” e o mais maduro, “Três Homens em Conflito”. Quando retornou aos Estados Unidos travou contato e firmou uma sólida amizade com o diretor Don Siegel. Foi outro mestre e pelas mãos dele fez faroestes e policiais, destacando o tira durão, “Dirty Harry”, que se tornou uma lenda urbana em “Perseguidor Implacável”. Ao dirigir seu primeiro filme, “Perversa Paixão”, 1971, dava início a sua almejada autonomia. Quando interpretou e dirigiu o faroeste “Os Imperdoáveis”, 1992, com Morgan Freeman e Gene Hackman, recebeu o seu primeiro Oscar. Feito repetido depois por “Menina de Ouro”. Dois momentos de muita sensibilidade em sua longa trajetória e que revelam o ser delicadamente sensível estão em dois filmes distintos: “Bird”, cinebiografia do músico Charlie Parker, interpretado por Forrest Whitaker,1988. Mas, com o filme “As Pontes de Madison”, ao lado de Merryl Streep, amplia-se o romântico, o enamorado. Em 2009 se apresentou com outra jóia, “Gran Torino”, atuando e dirigindo. E aos 70 anos já anuncia um novo filme. Melhor prá nós.

DUSTIN HOFFMAN – Em 1967 um filme com um ator de 30 anos fazendo um rapaz de 20 explodiu no mundo. “A Primeira Noite de um Homem” (Mrs. Robinson). E embalou o mundo com as canções da dupla Paul Simon e Arthur Garfunkel, principalmente a que leva o título original do filme de Mike Nichols. Célebre cena de sedução feita por Anne Bancroft. Coincidentemente o mesmo jovem ator, Dustin Hoffman estava em outro filme aclamado, “Perdidos na Noite”, ao lado de um novato, Jon Voight, o pai de Angelina Jolie. No ano seguinte Hoffman estava no anti épico, “Pequeno Grande Homem”, faroeste sobre massacres indígenas e fez um personagem que vai da adolescência aos 121 anos, ora índio, ora branco. Contracenou com Steve McQueem em “Papillon”, dois presidiários na Guiana Francesa. A Academia de Hollywood por seis vezes o indicou ao Oscar, premiando-o pelo drama familiar de “Kramer versus Kramer” (1979) e em 1988 por “Rain Man” ao lado de Tom Cruise. Genial é a sua atuação na comédia dramática “Tootsie”, em que o ator desempregado se passa por um travesti e consegue um trabalho na tv.

ELVIS PRESLEY – Parecia um conto de fadas. Era uma vez um pobre rapaz que trabalhava como caminhoneiro carregando caixas de refrigerantes. Ele gostava de música e queria ser cantor. Um dia, ao passar por uma loja, leu um anúncio: “gravamos sua música”. Apanhou seu punhado de dólares, parou o caminhão defronte a loja e gravou. Era 1954 e dois anos depois era sucesso no rádio e na tv. Nesta causou problemas. Os censores não gostavam de seus gingados. A tv só o enquadrava da cintura pra cima. Ganhou o apelido de “The Pélvis”. E o cinema ampliou o rebolante mito do rock and roll lançando em 1956 o musical romântico “Love Me Tender”. E durante sete anos Elvis foi um dos dez mais das bilheterias. Nunca foi um bom ator, mas rendeu bem quando nas mãos de um bom diretor. O melhor exemplo é “Estrela de Fogo”, direção de Don Siegel, o mestre de Clint Eastwood. Elvis, neste western, faz o mestiço, filho de um branco e uma índia e sofre os males do preconceito. Atuou com Michel Curtiz, diretor de “Casablanca”, em “Balada Sangrenta”. Elvis morreu em 1977, aos 42 anos, decadente, mas filmes como “O Prisioneiro do Rock”, “Feitiço Havaiano”, “Saudades de um Pracinha”, dentre outros, guardam seu esplendor.

FRED ASTAIRE – Ator discreto que não comprometia quando atuava com os demais colegas. Mas, quando dançava era um gênio, um mestre, um alumbramento, um anjo, um Garrincha driblando. O docudrama especial, “Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos” faz poeticamente esta alusão. Fred Astaire deixou em seus filmes o seu incomensurável talento: “Cinderela em Paris”; “O Pocolino”; “O Caminho do Arco Íris”. Suas parceiras colossais: Cyd Charisse, Rita Hayworth, Judy Garland e a mais constante, Ginger Rogers, com a qual trabalhou em dez filmes, dentre, “Voando Para o Rio”. Começou no cinema em 1933, “Amor de Dançarino” e seu último filme, 1981, “Histórias de Fantasmas”. Em 1949 recebeu um Oscar honorário. Em 1974 foi indicado por “Inferno na Torre”, como ator coadjuvante. Nasceu em 1899 e faleceu em 1987.

GREGORY PECK – O jornalista Paulo Franas afirmou que o ator de “Moby Dick” tinha rosto de mármore. Todavia, tinha uma postura física e uma voz grave e marcante. Defensor de causas humanas, progressista, uniu suas convicções a alguns filmes, como “O Sol é Para Todos”, 1962, em que conquistou o Oscar pelo papel do advogado branco defendendo um negro no Sul dos EUA. Colecionou diversos êxitos: “A Princesa e o Plebeu”; “Da Terra Nascem os Homens”; “Os Canhões de Navarone”, “O Ouro de Mac Keenna”, “A Profecia”, “Os Meninos do Brasil”.

HUMPREY BOGART – Seu jeito de falar era fanho e a razão foi um acidente na Marinha, durante a Primeira Guerra Mundial, machucando-lhe os lábios. Bogart (1899-1957) começou em 1930 no cinema, mas as portas da sorte abriram-se onze anos depois. É de 1941 o sucesso “Relíquia Macabra” (The Maltese Falcon). Depois outros foram surgindo: “O Tesouro de Sierra Madre”, “Uma Aventura na África”, “Sabrina”, etc. Mas, há o clássico “Casablanca”, ao lado de Ingrid Bergman, o mais amado de seus filmes.

IAN HOLM – Ator que geralmente atua em papéis secundários, coadjuvantes. De seus diversos filmes garimpamos: “Alien, O Oitavo Passageiro” ele faz o robô infiltrado entre a tripulação e é descoberto e despedaçado. E é o treinador dos atletas de corrida de “Carruagem de Fogo”.

JOHN WAYNE – Um dos maiores mitos do cinema norte-americano, figura indômita do faroeste. Grandalhão de fala alta e meio anasalada. Ingresso em Hollywood, 1926, um ano antes do cinema falar e usava o nome de Duke Morrisson. Depois de vários filmes B encontrou a grande chance no faroeste “No Tempo das Diligências”, 1939, direção do mestre John Ford, com o qual fez vários filmes: “O Homem Que Matou o Facínora”, “Rastros de Ódio”, “Depois do Vendaval”. Com o diretor Howard Hanks fez: “Hatari”, “El Dorado”, “Onde Começa o Inferno”. Como diretor fez apenas dois filmes que expuseram seu duvidoso patriotismo – “O Álamo”, 1960, e oito anos depois, “Os Boinas Verdes”, defendendo a presença militar norte americana no Vietnam. Arrebatou seu Oscar por “Bravura Indômita”. Morreu em 1979, aos 72 anos.

KIRK DOUGLAS – Filho de judeus russos, Issur Danielovitch Demsky nasceu em Nova Iorque, e em 1946 estreou no cinema com “O Tempo Não Apaga”. Seu temperamento decidido, personalidade forte fizeram-no um desafiador na escolha dos temas e personagens. Tem grandes títulos em sua trajetória: “A Montanha dos 7 Abutres”, “Duelo de Titãs”, “Sem Lei e Sem Alma”, “Ninho de Cobras”, “Spartacus”, “Glória Feita de Sangue”, “Sede de Viver”, etc. nascido em 1916, sofreu grave acidente com a queda de um helicóptero. É pai do ator e produtor Michael Douglas.

LAURENCE OLIVER – Célebre ator inglês de acentuada formação do teatro de Willian Shakespeare. Ingressou no cinema em 1929 e foi por nove vezes indicado ao Oscar. Em 1978 recebeu um especial. Atuou em filmes do porte de “O Morro dos Ventos Uivantes”; “Rebeca, A Mulher Inesquecível”; “Ricardo 3º”; “Othelo”; “Jogo Mortal”, ao lado de Michael Caine; “A Montanha da Morte”, com Dustin Hoffman; “Os Meninos do Brasil”, como um caçador de nazista. Dirigiu cinco filmes. Morreu aos 82 anos em 1989.

MARLON BRANDO – Um monstro sagrado do cinema. Por seu estilo de atuar é tido como um ator eminentemente cinematográfico. Formado pelo Actors Studio, escola que forjou uma série de atores: Paul Newmann, James Dean, etc. ao passar do palco para o cinema, em 1950 com o filme “Espíritos Indômitos” abriu um novo meio de interpretar. No ano seguinte por seu desempenho em “Uma Rua Chamada Pecado” ganhou seu primeiro Oscar. Já o segundo, em 1972, por “O Poderoso Chefão”, não foi à festa. Em seu lugar uma atriz caracterizada de índia fez um discurso denunciando as péssimas condições de vida dos índios. Algumas produções em que desempenhou: “Viva Zapata” e “Sindicato de Ladrões’, ambos do diretor Elia Kazan, “O Grande Motim”; “Queimada”; “O Ultimo Tango em Paris”; “Apocalypse Now”. Dirigiu somente uma vez, em 1961, “A Face Oculta”, um faroeste.

NICOLAS CAGE – Sobrinho de um tio famoso, Nicolas Cage com ele atuou em três ocasiões: “O Selvagem da Motocicleta” (1983); e “Peggy Seu – O Passado a Espera” (86). O tio é o diretor Francis Ford Coppola. O primeiro sucesso veio pelo seu papel em “Asas da Liberdade”, 1984, ao lado de Mathew Modine. Outros títulos foram: “Feitiço da Lua”, “Arizona Nunca Mais”, “Coração Selvagem”, este sob a regência de David Lynch. Pelo filme “Despedida em Las Vegas”, recebeu indicação ao Oscar.

PETER O’TOOLE – Nascido na Irlanda, ator teatral, Peter O’Toole em 1959 encarou pela primeira vez as luzes e as lentes do cinema. Três anos depois encenou o difícil papel de “Lawrence da Arábia”, direção de David Lean, a primeira de suas sete indicações ao Oscar. Por influência da formação teatral britânica conservava um modo especial de atuar. Grande ator, grandes títulos: “A Noite dos Generais”, “Calígula”, “O Substituto, “O Último Imperador”, etc.

ANTHONY QUINN – Era um ator extremamente popular, amado pelas platéias por conta dos diversos tipos nos mais de cem filmes que trabalhou. Jeitão áspero, bronco, suave e doce, não havia situação que não se adequasse. Recebeu pelos filmes “Sede de Viver”, “1952, no papel do pintor Gauguin, e em “Viva Zapata”, 1956, ao lado de Marlon Brando, Oscars de ator coadjuvante. Alguns de seus sucessos: “Duelo de Titãs”; “Os Canhões de Navarone”; “Barrabás”; “A Vigésima Quinta Hora”; “La Strada”, sob a direção de Frederico Fellini; “Zorba, O Grego”. Fez no Brasil, “Oriundi”, ao lado de Letícia Spiller.

ROBERT DE NIRO – Ele fez parte de um pequeno grupo de atores contemporâneo que se entregam aos personagens, como Dustin Hoffman e AL Pacino. Mas, nenhum é igual a ele. Pelos personagens fez musculação (“Cabo do Medo”). Aprendeu boxe e engordou demasiadamente (“Touro Indomável”). Emagreceu e cortou o cabelo ao estilo punk (“Taxi Driver”). Engordou e fez calvice em “Os Intocáveis”, para parecer o mais próximo do gangster Al Capone. É convincente em todos os tipos que interpreta. Ganhou o Oscar de ator coadjuvante em 1974 por “O Poderoso Chefão 2”. Outros títulos de sua carreira iniciada em 1963 com o filme “The Wedding Party”: “Os Bons Companheiros”, “Coração Satânico”, “A Missão”, “New York, New York”, para qual aprendeu a tocar sax.

SIDNEY POITIER – O mais nobre dos atores negros. Ponta de lança pelos direitos da sociedade negra norte-americana. Paladino na luta pela valorização dos atores negros. Sereno e firme como ensinou os sábios. Há um momento no filme “No Calor da Noite” que bem traduz o ator. Ele fez um agente policial federal que por acaso se envolve na investigação de um crime numa cidade sulista e racista dos EUA. No interrogatório o chefão do lugar dá-lhe um tapa na car. De imediato recebe o troco. Não estava no roteiro, mas a cena foi aprovada. Iniciou a carreira em 1950 com o filme “O Ódio é Cego”. Foi com o filme “Os Acorrentados”, ao lado de Tony Curtis, que passou a se interessar por problemas raciais. Ganhou um Oscar em 1963 por “Uma Voz nas Sombras”. Indicado por “Advinhe Quem Vem Para o Jantar”. O professor que compôs para “Ao Mestre com Carinho” se tornou um modelo. Dirigiu o faroeste “Um Por Deus e Outro Pelo Diabo”. Atuou nos dramas policiais “Atirando Para Matar”, ao lado de Tom Berenger e em “O Chacal”, com Richard Gere. Em reconhecimento aos seus méritos a Academia de Hollywood lhe concedeu um Oscar Especial.

TOM HANKS – Representou uma linhagem de atores que demonstram confiança que conquista o espectador. Ele faz lembrar a classe Cary Grant, à discrição de Gary Cooper e a lealdade de James Stewart. Antes do cinema foi humorista de shows de TV. O cinema chegou com a comédia “Splash, Uma Sereia em Minha Vida”, 1984. Por “Quero Ser Grande” (88) recebeu sua primeira indicação ao Oscar. Este prêmio, quando veio, foi seguidamente pelos filmes “Filadélfia”, 1993, e logo depois por “Forrest Gump, O Contador de Histórias”. Depois do êxito de “O Resgate do Soldado Ryan”, direção de Spielberg, uniu-se ao diretor e produziram duas telesséries de guerra bem sucedidas – “Band of Brothers” e a recente “Pacífico”. Papel que exigiu entrega total do ator foi no filme “Náufrago”, para o qual perdeu vários quilos e sessões de bronzeamento. Um de seus últimos sucesso é a adaptação do best-seller do escritor Dan Brown, “O Código de Vinci”.

UGO TOGNAZZI – Foi um dos mais queridos atores italianos. Apesar de ter atuado em alguns dramas, sua imagem está ligada a comédia. Um desses dramas é “A Comilança”, de Marco Ferrari. Do mesmo diretor “Leito Conjugal”. Um grande sucesso deste brilhante italiano é “Venha Tomar Café Conosco”, um homem e três irmãs solteironas insaciáveis. Mas o ponto alto de sua carreira é a deliciosa comédia, que se tornou série e uma refilmagem com Robin Willians, “Gaiola das Loucas”.

VINCENT PRICE – Foi um ator que iniciou sua vida profissional no cinema participando de filmes de temas diversos. Sua estréia foi em 1938 com a comédia “Serviço de Luxo”. Atuou em “Os Dez Mandamentos”, “Laura”, “A Canção de Bernadette”. Mas a sua altura, voz grave, postura de superioridade, o levaram aos dramas sobrenaturais, tomando como apoio alguns contos do escritor Edgar Allan Poe: “O Solar Maldito”, “O Pêndulo”, “Muralhas do Pavor”, “O Corvo”, “A Câmara de Horrores do Doutor Phibes”. Para dar um refresco atuou em “Baleias de Agosto” e “Edward, Mãos de Tesoura”. A voz e a gargalhada sinistra do clip “Thriller”, com o cantor pop Michael Jackson, é dele. O ator foi considerado como o Rei do Terror Moderno.

WILLIAN HOLDEN – Um galã sem afetação. Atlético, espontâneo provocou um curto circuito de sensualidade nas cenas contracenadas com a bela Kim Novak em “Férias de Amor” (Picnic). Com o diretor Billy Wilder participou de “Sabrina”, “Inferno N° 17” (seu único Oscar, 1953); “Crepúsculo dos Deuses”, cujo inicio é um cadáver numa piscina e é ele próprio o narrador da trama. Willian Holden faleceu em 1982, aos 64 anos e marcou presença em grandes filmes: “Um Homem e Dez Destinos”, “A Ponte do Rio Kwai”, “Meu Ódio Será Sua Herança”, “Rede de Intrigas”, sua última indicação ao Oscar, em 1976.

YUL BRYNNER – Dizem que ele gostava de fazer mistérios com relação às suas origens. E apregoava que era filho de pai suíço e mãe mongol. Coincidentemente atou como rei dos cossacos em “Taras Bulba”, com Tony Curtis. Foi trapezista, atuou na tv e no teatro. Com a peça “O Rei e Eu” fez mais de 4 mil representações. Ao ser adaptada para o cinema, 1956, lhe rendeu o Oscar. Neste mesmo ano integrou o elenco do épico de Cecil B. de Mille, “Os Dez Mandamentos”, no papel do faraó do Egito. Seu outro destaque é o faroeste clássico, “Sete Homens e um Destino”, 1960, direção de John Sturges. A morte de Yul Brynner aconteceu em 1985, aos 70 anos quando filmava um comercial contra o fumo. Em 1958 o ator Tyrone Power, galã de “A Marca do Zorro”, “Sangue e Areia”, morreu num ensaio das filmagens do filme “Salomão e a Rainha de Sabá”. Yul Brynner foi substituto.

ZAC EFRON – Jovem ator de nova geração hollywoodiana. Participou dos quatros filmes da série “High School Music”. Dentre outros estão: “Eu e Orson Welles” e “Melinda”.

Outubro de 2010


ISSN 2238-5290