O Discurso do Rei (2010, Tom Hooper)

Surgiu na lista de e-mails da equipe do Filmologia (e também fora dela), uma breve pergunta sobre a escolha talvez óbvia de O Discurso do Rei para ser mais um Filme em foco. A questão era se ao escolhermos destinar alguns textos sobre a produção estaríamos legitimando um objeto já legitimado. Em outras palavras, se estaríamos com isso dando abono, um louro quem sabe “indevido” ao premiado e à opinião da academia que o premiou. De fato, essa nossa escolha se trata da escolha de uma escolha. A proposta na verdade institui-se apenas como uma oportunidade de entrar em contato com um “filme do momento” para além de seu status de vencedor. Conforme conversávamos – dentro e fora da internet – sobre a escolha do filme de Tom Hooper, ficou certo de que seria O Discurso do Rei o filme a ser tocado por alguns olhares. Olhares que, como se pode ver aqui, legitimam apenas as particularidades dos olhos e de suas posições, e não o filme, fora de toda e qualquer opinião de acordo ou de recusa, ou de qualquer prêmio que lhe tenha sido entregue. Exatamente o que queríamos, embora as escolhas do Oscar sejam muitas vezes difíceis de contornar.

Ricardo Lessa Filho e Ranieri Brandão

Março de 2011

> Deus salve o ReiRicardo Lessa Filho

> BibelôAndré Antônio

> Voz e imagemRanieri Brandão

> Da Falta do Gozo – Fernando Mendonça

> Enredo como maquiagem – Nuno Balducci

> Pandora e o rei – Rodrigo Almeida

> Implacabilidade da forma – Bruno Rafael


ISSN 2238-5290