Abecedário – diretores

A B C de Diretores Estrangeiros

Nos sets de filmagem está presente um dos tantos objetos que simbolizam a Sétima Arte. Estamos nos referindo àquela cadeira simples e emblemática em que o diretor, sentado comanda e rege as filmagens. Com suas pernas roliças de madeira entrecruzadas, braços também arredondados e o assento e o encosto de tecido de brim-cáqui, também chamado de jeans. É desta cadeira que algum tempo depois as pessoas fãns de cinema apreciarão o resultado final de um filme pronto e luminosamente exposto no seu espaço adequado, o retângulo branco da tela grande. As mais diversas emoções que mexem com o público- rindo, com um nó na garganta, enternecendo, excitando, apavorando, puxando pela reflexão ao lembrar das tantas questões humanas. O diretor discute e analisa com os argumentitas e roteiristas a trama da história. Examina os elementos que compõem o cenário. Argumenta com o fotógrafo a composição das luzes, cores, enquadramentos. Acompanha fotograma por fotograma as sequências e planos na maontagem. Dialoga e orienta atores e atrizes, além de saber lidar com alguns egos intumescidos e saltar sem se queimar das fogueiras das vaidades. Harmonizar-se com o compositor na busca da melodia e dos acordes perfeitos. E dentre tantas atribuições, os embates com o produtor. Quando é um produto de estúdio, de encomenda, ele faz tudo acima escrito e faz as concessões exigidas pelo produtor, que banca os custos. Mas se for um produto pessoal, de propósitos estéticos, ele dá o toque, o corte e a palavra final. Antes que chiem com as indefectíveis “ausências”, incitamos que façam o seu abecedário e: luzes, câmera, ação… Corta.

Elinaldo Barros

AKIRA KUROSAWA – ícone do cinema japonês, mestre de grandes nomes do cinema de Hollywood, como os gigantes – Copolla, Scorcese, Spielberg, Clint Eastwood. Morto em 1998 aos 88 de idade, deixou dezenas, alguns magistrais, como: “Os 7 Samurais”; “Dersu Uzala” (1975,Oscar de Melhor Filme Estrangeiro); “Kagemusha, A Sombra do Samurai”; “Sonhos”.


BILLY WILDER – certamente, nunca na história de Hollywood, ou talvez do cinema, nenhum cineasta regeu tantos filmes magníficos, varando décadas, revelando arguto senso estético, humor, observador profundo da conduta humana. Algumas de suas obras: “A Montanha dos 7 Abutres”; “Crepúsculo dos Deuses”; “Farrapo Humano”; “O Pecado Mora ao Lado” e “Quanto Mais Quente Melhor”, ambos estrelados por Marilyn Monroe; “Se Meu Apartamento Falasse”; “Pacto de Sangue”; “Sabrina”; “Testemunha de Acusação”, dentre outras.


CHARLES CHAPLIN – nome e figura símbolo do cinema através da sua criatura, o personagem do Vagabundo, denominado Charlot, na Europa e, aqui no Brasil, Carlitos. Foi um artista múltiplo-ator, roteirista, compositor, produtor, diretor. Nascido na Inglaterra em 1899, teve infância e adolescência miseravelmente paupérrima, refletidas em muitos de seus encantadores filmes – “O Garoto”; “O Circo”; “Em Busca do Ouro”; “Luzes da Cidade”; “Os Ociosos”; “Vida de Cachorro”. Suas convicções políticas desagradavam a certos setores da direita e esquerda, que não engoliam “Tempos Modernos” nem mesmo “O Grande Ditador”, sua feroz sátira ao nazismo e ao fascismo. Foi banido dos Estados Unidos e voltou para Londres. Rodou “Luzes da Ribalta” e em 1966 postou-se pela última vez na cadeira de diretor em “A Condessa de Hong Kong”, com Sofia Loren e arlon Brando. Em 1971 retornou aos EUA para receber um Oscar Honorário. Sauí de cena, dormindo, em sua casa na Suíça, na noite de Natal de 1977.


DAVID LEAN – consagrado diretor inglês, realizador de grandes super produções, como o anti-belicista, “A Ponte do Rio Kwai”, Oscar de Melhor Filme, 1957. Conquistou outro e Oscar em 1962 com “Lawrence da Arábia”, com o ator Peter O’toole. Colecionou outros sucessos, como: “Doutor Jango”, adaptação do livro do escritor Bonis Pasternak, 1966; “A Filha de Ryan”, 1970; “Passagem para Índia”, 1984, foi seu ultimo filme. Morreu em 1991 e era rigoroso na busca da perfeição.


EISENSTEIN – o cineasta russo Sergei Eisenstein foi um profundo estudioso da linguagem do cinema. Sofreu os arrochos da repressão do governo do ditador Josef Stalin. Foi para os Estados Unidos e depois ao vizinho México, onde filmou variados aspectos daquele país. Retornou a Rússia e foi obrigado a fazer trabalhos de propaganda governamental. Filmes como “A Greve”, “Outubro”, “Alexandre Nevsk”, são belos trabalhos, todavia sua obra maior é “Encouraçado Potemkin”. Nele está uma das mais belas sequências da história do cinema – o massacre popular nas escadarias da cidade de Odessa. Muito copiada, a sequência foi homenageada pelo diretor Brian de Palma no filme “Os Intocáveis”, com direito ao carrinho de bebê. “Encouraçado Potemkin” é de 1925.


FELLINI – o italiano Frederico Fellini foi um artista tão genialmente personalíssimo que até criaram o adjetivo FELLINIANO. A palavra surgiu para designar o estranho, o extravagante, o excessivo. Fellinino cinema foi roteirista e é de sua Lavra o roteiro de “Roma, Cidade Aberta”, direção de Roberto Rosselini. Ao passar ao posto de diretor tem duas fases distintas – a realista e a onírica. Vem desta o termo “felliniano”. Da fase estão: “Os Boas Vidas”; “Noites de Cabíria”, 1957, Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; “A Doce Vida”, Palma de Ouro no Festival de Cannes,1960. O onirismo começou em 1963 com “Oito e Meio”, outro Oscar; “Amarcord”, mais outro Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; “Satyricon”; “Roma”; “Casanova de Fellini”. Em 1993 ganhou um Oscar Especial pelo conjunto de sua obra. Logo depois morreu.


GODARD – O mais inquieto e iconoclasta dos diretores de cinema. O franco-suíço Jean Luc Godard chegou ao cinema pelas páginas da revistas parisiense Charles Du Cinema ao lado de nomes como Claude Chabrol, François Truffaut, dentre outros que fundaram o movimento Nouvelle Vague, que irrompia contra as regras acadêmicas do cinema. Godard afirmou: “Todo filme tem um começo, um meio e um fim, mas não necessariamente nesta ordem”. Seu primeiro longa é “Acossado”, filmado nas ruas de Paris com luz natural e os atores improvisados. Outros de seus tantos filmes: “A Chinesa”, “Alphaville”, “Pierot Le Fou – O Diabo das 11 Horas”, “O Desprezo”, etc.


HITCHCOCK- é outro mestre do cinema que também se popularizou, se tonou adjetivo – HITICHCOQUIANO, imprimiu as suas breves aparições nos seus filmes como uma marca registrada e uma brincadeira que gerava expectativa na platéia. Além de ter sido o primeiro diretor a ser o narrador e apresentador nas cenas do trailler do filme “Psicose”. Cultor e mestre do suspense fez obras geniais: “Ladrão de Casaca”; “intriga Internacional”; “Janela Indiscreta”; “Um Corpo que Cai”; “Os Pássaros”; “Festim Diabólico”, etc. Tinha uma confeça paixão por atrizes louras: Ingrid Bergman, Grace Kelly, Julie Andrews, Dóris Day, Kim Novack, Tippe Hedren. O inglês Alfred Hitchcock é um mestre. Um cineasta magnífico. E ponto.


INGMAR BERGMAN – o diretor sueco de “Gritos e Sussurros”, 1973 cultivou uma obra voltada para as questões mais profundas do ser humano: “Morangos Silvestres”; “O Sétimo Selo”; “A Fonte da Donzela”; “Persona, Quando Duas Mulheres Pecam”, etc. Aclamado no Festival de Cannes como “o maior cineasta vivo no fim do século 20.


JOHN FORD – Um mestre. O Homero dos faroestes. Um narrador singular de histórias de olhar agudo, perspicaz e lírico sobre seus personagens. Com o western “No Tempo das Diligências” abriu uma longa amizade e parceria com o ator John Wayne: “O Homem Que Matou o Facínora”; “Rastros de Ódio”; “Marcha de Heróis”, etc. Foi o diretor mais laureado com o Oscar, cinco: “O Delator”; “Vinhas da Ira”; “Como Era Verde o Meu Vale”; “Depois do Vendaval” e o curta “The Battle of Midway”. Nenhum deles era faroeste.


KUBRICK – diretor obstinado, exigente, com o domínio completo de seus filmes. Assinou filmes como “Lolita”, que provocou o moralismo da época. Fustigou o militarismo obtuso e a sórdida estupidez da guerra e “Gloria Feita de Sangue”, que durante quase 40 anos ficou proibido na França. Regeu as superproduções “Spartacus” e “Barry Lyndon”. Levou Stephen King para as telas com “O Iluminado”. Em 1999 o novaiorquino Stanley Kubrick entregou a primeira montagem de seu último filme, “De Olhos Bem Fechados”, quando na mesma semana morreu. O mais provável é que ele rumou para o espaço sideral levando na bagagem o clássico “2001 Uma Odisséia no Espaço”.


LOUIS MALLE – cineasta francês egresso do movimento Nouvelle Vague. Seus filmes possuem um forte rigor narrativo e estético. Jogou no cenário mundial a atriz Jeanne Moreau, em “Ascensor Para o Cadafalso”. Ainda na França assinou três filmes polêmicos: “Os Amantes”; “Um Sopro no Coração” e “Lacombe Lucien”. Foi para os EUA e causou celeuma com “Pretty Baby, Menina Bonita”.


MiCHELANGELO ANTONIONI – é o poeta do tédio, da incomunicabilidade, que ele apontava como o drama do nosso século. A angústia recebeu no cinema de Antonioni uma visão minuciosa da ferrugem que corroi a alma humana. É famosa a sua trilogia: “A Aventura”; “A Noite”; “O Eclipse”. Criou “Blow Up”, sobre a Londres dos anos 1960 sob os embalos do tripe – sexo, drogas e rockand roll. Submergiu na ansiedade do jornalista amargurado, por Jack Nicholson em “O Passageiro, Profissão Repórter”. Premiado com o Urso de Ouro de Berlim, Leão de Veneza, Especial de Cannes e o Oscar, rodou seu último filme, “Além das Nuvens”, 1995, com o auxílio luxuoso do cineasta alemão Wim Wenders, pois o mestre italiano estava numa cadeira de rodas vítima de um derrame.


NICHOLAS RAY – cineasta norte-americano que foi um dos primeiros na boa utilização dos enquadramentos do sistema Cinema Scope. Era o que se chamava de um artesão competente, contratado pelos estúdios de Hollywood. Os críticos e alguns cineastas europeus redescobriram-no e passaram a cultuá-lo. Alguns de seus filmes: “Juventude Transviada”; “Johnny Guitar”; “Sangue Sobre a Neve”; “55 Dias em Pequim”; “Rei dos Reis”.


ORSON WELLES – egresso do teatro e do rádio o então “enfant terrible” invadiu os estúdios RKO Pictures após uma apavorante invasão de seres interplanetários à Terra. Em 30 de outubro de 1930 o jovem Orson Welles, pelas ondas do rádio, provocou pânico com a radiofonização teatralizada do livro de H. G. Wells, “A Guerra dos Mundos” que foi filmada por Steven Spielberg. Na RKO recebeu todo apoio para rodar seu longa de estréia, “Cidadão Kane”. Sempre listado entre os dez mais por causa de suas arrojadas ousadias estáticas, o filme não correspondeu. Tornou-se “Cult” anos depois. Dirigiu outros filmes: “A Dama de Xangai”; “Soberba”; “A Marca da Maldade”. Durante a Segunda Guerra Mundial esteve no Rio de Janeiro no Ceará para rodar um documentário, “It´s All True”, que não chegou a concluí-lo. Foi ator em centenas de filmes, além de narrador de locução. Um de seus últimos trabalhos é “F FOR FAKE” (Verdades e Mentiras) sobre o valor da mentira na arte.


PIER PAULO PASOLINI- Aos 53 anos, no dia de Finados de 1975, o poeta, romancista, ensaísta, roteirista, ator e cineasta, Pasolini foi assassinado por um rapaz de programa. O fato mexeu com a Itália que na época vivia um conturbado período de agitações políticas. E Pasolini era provocador, atiçava criticamente a esquerda, a direita e a Igreja Católica. Homossexual assumido fez em alguns de seus filmes o homoerotismo. Sexo era uma bandeira do amor, do prazer, da liberdade presentes na trilogia – “Decameron”, “Contos de Canterbury” e “As Mil e uma Noites”. Misturou marxismo e catolicismo em “O Evangelho Segundo Mateus”. Outros também atiçadores: “Gaviões e Passarinhos”, “Pocilga” e “Teorema”. Seu ultimo filme, “Salo, Os 120 Dias de Sodoma” é um canto amargo de desesperança e um descambar para a escatologia. “Salo…” foi realizado no ano de seu trágico fim.


QUENTIN TARANTINO – No ano de 1992 surgiu um filme despojado de artifícios, franciscanamente simples, mas arrojado e inovador em sua estrutura. Era “Cães de Aluguel”, policial com Harvey Kaitel e TIM Roth. Dois anos depois sacudiu o Festival de Cannes, conquistando a Palma de Ouro com “Pulp Fiction”, com Samuel Jackson, John Travolta, Bruce Willis. Em 1997 veio “Jackie Brow, com Pan Grier e Robert de Niro. Com a atriz Umma Thuman (que atuou em “Pulp Fictin”) o duplo “Kill Bill 1 e 2”, fortemente influenciado pelos filemes chineses de Kung-Fu. Em 2009, após longo hiato apresentou “Bastardos e Inglórios”, com Brad Pitt e, disparadamente seu melhor filme.


ROBERT ALTMAN – foi um rebelde dentro do sistema da indústria de Hollywood. Começou sua carreira em 1954, mas só aconteceu em 1970 com a sátira MASH, Palma de Ouro. O prêmio lhe abriu as portas para o seu cinema autoral e independente dobrasse os grandes, apesar de vários fracassos. Alguns de seus filmes: “Short Cuts, Cenas da Vida”; “O Jogador”; “Cerimônia de Casamento”; “Nashiville”; “Assassinato em Gosfor Park”.


STEVEN SPIELBERG – È o nome mais importante de Hollywood, emplacando um sucesso atrás do outro, isto desde “Tubarão”, 1975, até produções vitoriosas para a TV – “Bando f Brothers” e “Pacífico”. Profundo conhecedor da 7ª Arte, Spielberg fez a festa cinematográfica com a trilogia “Indiana Jones” ; as poéticas aproximações com outras galáxias em “Contato Imediatos do 3º Grau”e “ET, O Extraterrestre”. O fantástico mundo jurássico em “O Parque dos Dinossauros”. Conquistou dois Oscar por dois dramas intensos: “A Lista de Schindler” (1993) e “O Resgate do Soldado Ryan”, 1998. É o único diretor cinematográfico que fundou um estúdio, o Dreamworks. É o nome mais famoso e o mais amada pelo público dos setes cantos do mundo.


TRUFFAUT – O francês François Truffaut (1932-1984) foi o poeta lírico das imagens do movimento “Nouvelle Vague” e nos demais trabalhos que realizou. Naturalmente calmo e sereno, suas obras se compõem de delicadas crônicas do cotidiano e esta leveza está presente numa sociedade que oprime, persegue todos aqueles que cultivam os livros e a leitura, que são queimados em grandes fogueiras. Este é o tema de “Farenheit 451”. Truffaut venceu em 1959 o Festival de Cannes, com seu primeiro filme, “Os Incompreendidos” em que lançou Jean Pierre Leaud, ator em vários de seus filmes. O cineasta captou a atmosfera dos anos loucos no celebrado “Jules e Jim – Uma Mulher Para Dois”, onde pontifica a atriz Jeanne Moreau. Diretor e atriz retornaram a uma outra filmagem em “A Noiva Estava de Preto” , preciosa homenagem aos suspenses do mestre Alfred Hitchcock, do qual era um profundo conhecedor. Coma “A Noite Americana” prestou uma belíssima homenagem ao cinema e venceu Cannes e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Steven Spielberg lhe rendeu homenagem quando o convidou para interpretar o cineasta de “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”. Não precisa dizer mais nada.


ULLMANN LIV – a norueguesa Liv Ullmann ganhou fama e prestígio mundial como atriz do cinema sueco, especialmente atuando nos filmes de Ingmar Bergman, com o qual foi casada. Em 1992 iniciou-se nos caminhos da direção com o filme “Sofie”. A estrela de “Face a Face”, dirigido por Bergman, assinou a regência de dois roteiros criados pelo ilustre diretor escandinavo: “Confissões Privadas” e “Infiel”.


VISCONTI – um mestre do cinema. Um cineasta nobre descendente de tradicional família da velha aristocracia da nobreza italiana. Luchino Visconti, que era de formação marxista, soube refletir com ternura e contundências os sentimentos e os dramas do povo da Itália: “ Obsessão”; “La Terra Trema”; “Rocco e Seus Irmãos”, com Alain Delon, Annie Girardot, Renato Salvatore. Com a dupla Jean Sorel e Claudia Cardinale o amor incestuoso entre irmãos de “Vagas Estradas da Unsa”. Com a mesma atriz regeu “O Leopardo”, uma superprodução premiada tal e qual o belo e sombrio “Morte em Veneza”. Na trilha musical de “Violência e Paixão”, a balada “Sentado à Beira do Caminho”, de Roberto e Erasmo Carlos. Seu último é “O Inocente”. O aristocrata-comunista estava alquebrado por uma enfermidade, dirigindo as cenas numa cadeira de rodas. Finda as filmagens, aos 70 anos em março de 1976, morreu seu editor preferido, Ruggero Mastroianni, fez a montagem. Com a mesma força estética, a mesma força criativa e exigência, dirigiu peças teatrais e operas. Luchino Visconti é o seu nome.


WOODY ALLEN – pode muito bem ser apontado como o cineasta de Nova Iorque. A grande maioria deles as cenas e as situações transcorrem nas ruas novaiorquinas. Seu filme “Manhattan” é uma apaixonada declaração de amor ao grande centro cosmopolita. Mas, Woody Allen por razões pessoais e profissionais deixou ao EUA pela Europa, especialmente Inglaterra e Espanha, onde revigorou o seu processo criativo através de três bons filmes: “Match Point”; “Sonhos de Cassandra”; “Vicky Cristina Barcelona”. Woody Allen começou escrevendo textos cômicos pra shows, teatro, tv. Em 1965 fez o roteiro de “O Que é Que Há Gatinha” e fez sua estréia como ator na telona. Em “Um Assaltante Bem Trapalhão” estreou como diretor e foi ator e roteirista. Rodou várias comédias como “Bananas”, “O Dorminhoco”, “Tudo o que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo e Tinha Medo de Perguntar”, além do vencedor de 4 Oscar, “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”(Annie Hall). Apreciador do cinema europeu tomou ares intimistas em “Interires”, “Memórias”, “Zeling”, “Setembro”. Homenageou o cinema com fino humor em “A Rosa Púrpura do Cairo”, além da homenagem a Carmem Miranda, via Denise Dumont em “A Era do Rádio”. Também jogou louros ao teatro no divertidíssimo “Tiros na Broadway”. Woody Allen é um dos grandes nomes cinematográficos dos nossos dias.


YASUJIRO OZU – cineasta japonês (1903-1963) é um respeitado artista da Terra do Sol Nascente. Iniciou a carreira ainda no tempo do então chamado cinema mudo, em 1923. Ao todo realizou 57 filmes, vários deles laureados com o maior prêmio nipônico, o Kinema Jumpo. Dois realizadores brasileiros são admiradores de seus filmes – Carlos Reichenbach (“Dois Córregos”, “Alma Corsária”, “Garotas do ABC”, “Falsa Loura”) e Walter Salles (“Central do Brasil”, “Abril Despedaçado”, “Diários de Motocicleta”, “Linha de Passe”).


ZHANG YIMOU – é o maior nome chinês da atualidade. Começou em 1987 com o filme “O Sorgo Vermelho”, que impressionou a crítica internacional conquistando o Urso de Ouro de Berlim. Em 1999 por “Nenhum a Menos”, venceu o Leão de Ouro de Veneza. São seus: “Operação Shangai”; o doce romântico “Caminhos para Casa”; o Leão de Veneza “Lanternas Vermelhas”; “O Clã das Adagas Voadoras”, monumental épico sobre lendas da China milenar. O cineasta Zang Yimou foi o diretor responsável pelos grandes espetáculos da Olimpíada da China.

Junho de 2010


ISSN 2238-5290