Pânico 4 (2011, Wes Craven)

Podemos dizer que agora fechamos de fato a nossa edição sobre Wes Craven. Pânico 4 era uma escolha lógica para esse novo número de Filme em foco, simplesmente porque, por alguns movimentos realizados nos filmes anteriores, sempre fortemente ligados em sua própria ideia de cinema e de comportamento (por sua vez ligados, todos, a um traço contemporâneo), era até certo ponto previsível (e por nós, algo bastante esperado com ansiedade) que aqui, nesta nova inserção por este universo de cinema, Craven e o roteirista Kevin Williamson haveriam de firmar e lançar também o seu comentário objetivo sobre a nova juventude, seus hábitos e as coisas que valem para ela. Esperava-se (e cumpre-se no filme) também, que o cineasta executasse mais um movimento criativo dentro da querida metalinguagem que a série sempre trouxe dentro de si, o que consistia para nós na construção de um objeto curioso demais, arriscado demais, e, dentro das coisas que já tínhamos visto nos três filmes que vieram antes, na edificação de um mundo quase abstrato, cheio de espelhos, consequência comum à metalinguagem, que é sua felicidade e também seu esgotamento. Não poderíamos, de forma alguma, passar impassíveis a tal comentário e a tal volta ao ofício – internamente, há os que gostam e os que não gostam de A Sétima Alma. Com Pânico 4, abrimos um contato verdadeiramente satisfatório e prazeroso com o ano cinematográfico de 2011, que começa para nós aqui nessa seção, em forma do eterno retorno do horror, essa peça tão fundamental para compreender nossos tempos.

Ricardo Lessa Filho e Ranieri Brandão

Abril de 2011

> Sidney André Antônio

> Para quê um filme Fernando Mendonça

> A necessidade de estar presente (ou de ser temático)Ricardo Lessa Filho

> Para (re)produzir algumas imagensRanieri Brandão

> “Don’t fuck with the original”. Aplausos.Rodrigo Almeida


ISSN 2238-5290