Cena em quadro

Guardar um filme não é coisa possível sem um afeto de pele, de estima por imagens e cenas que permanecem em brasa no coração da memória. Guardar a imensidão de algo como O Mensageiro do Diabo é como manter pulsando todo um painel de cinemas e formas díspares, conectadas pela possibilidade da sombra. Vem daí o gozo da recuperação presente. De cenas que completam em nós a potência de filmes inteiros. Ao grupo de guardiões se junta a amiga Maria do Carmo Nino, rememorando a parceria feita numa edição passada, compartilhando a sacralidade da lembrança. Imagens em dezenas, de verbos, sentimentos, variações de uma projeção que não finda. Plenitude é coisa que também se corta.

Fernando Mendonça


> A ave sai do ovo - Rodrigo Almeida

> De um corpo sem voz - Maria do Carmo Nino

> Paralisia das afecções – Ranieri Brandão

> A profundidade da encenação - Ricardo Lessa Filho

> SacrificĭumFernando Mendonça


ISSN 2238-5290