Cobertura da IV Mostra Sururu de Cinema Alagoano

Antes de tudo, a ansiedade, é claro. Esta é a primeira vez que o Filmologia tenta cobrir alguma mostra. Ano passado, as palavras sobre a III Mostra Sururu apareceram em nossa página no Facebook, na forma de breves comentários amontoados num único texto sobre os filmes que, naquelas noites marcantes, nos tocaram de alguma maneira. Neste ano, a ideia é tentar estabelecer um contato com o presente imediato: capturá-lo em retrato impreciso, fresco, nada definitivo, ainda em textos breves, esboços de pensamentos que provavelmente só darão conta das primeiras impressões. Por isso, parte daí a nossa ansiedade, formulada pelo abismo da mesma angústia com a qual nos deparamos ao realizar nossa edição #14, dedicada ao cinema feito em Alagoas, número esculpido por golpes profundos nos seguintes axiomas, agora transformados em dúvida: como triscar estes filmes? como falar sobre eles? Acreditamos que para um princípio de debate, esta é a maneira mais sincera: o sopro das pequenas notas, a força e a fragilidade da primeira tomada de consciência. Os filmes daquela edição (muitos deles também presentes na mostra desse ano) continuam ainda verdes em nossas retinas. Os filmes inéditos que veremos nas próximas três noites, para nós, como público, e sobretudo como cinéfilos, ainda não nasceram no universo em expansão de nossos olhos. Estamos aqui para assistir a estes nascimentos – ansiosos, confusos, sentindo dor e à espera de ideias.

Ricardo Lessa Filho e Ranieri Brandão

Dezembro de 2013

> 1ª Noite (Futebol na Terra da Rasteira, Lixo e Missi)

> 2ª Noite (Diários, Rua das Árvores, Jorge Cooper, Bendita, Flamor e A Lapinha da Dudé)

> 3ª Noite (Sol Encarnado, Maré Viva, Salão dos Artistas, O Vulto e Ontem à Noite)


ISSN 2238-5290